
Luciana Vendramini está exultante. Em “Amor e Revolução”, ela viverá Marcela, uma advogada que defende os presos e torturados durante a ditadura militar nos anos 60. Marcela viverá uma paixão não correspondida por Marina (Giselle Tigre), sua amiga de infância, dona de um jornal de esquerda. “Estava louca pra fazer um personagem assim. Até hoje só fiz personagem de donzela, né? A Marcela vai ser muito feminina, nada caricata ou estereotipada”, falou após o evento de lançamento da novela.
Maior estrela e maior salário do elenco, Lúcia Veríssimo volta às novelas depois de seis anos –a última foi “América”, na Globo. Estava com a cabeça apenas em teatro, escrevendo e atuando nos palcos, quando recebeu o convite para fazer Jandira, a maior guerrilheira da trama. Aceitou porque foi “contestadora a vida inteira”.
“Meu pai foi perseguido pelos militares, meus tios foram presos. Naquela época, os colégios não aceitavam artistas, gente de esquerda e filhos de pais separados. Eu era as três coisas. Na minha classe havia eu, Lobão, Pedro Bial, Guilherme Karan e Christiane Torloni. Preciso dizer mais?”, brincou. E defendeu o valor histórico da novela. “O papel da TV é informar, e nós nos afastamos disso há muitos anos.”

Meu pai foi perseguido pelos militares, meus tios foram presos. Naquela época, os colégios não aceitavam filhos de artistas, de gente de esquerda e de pais separados. Eu era as três coisas

Lúcia Veríssimo, atriz que integra o elenco de "Amor e Revolução"
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